O Estado de Bem-Estar Social

Entrevista com Celia Kerstenetzky, Eduardo Giannetti e Ligia Bahia para a Rádio Estado da Arte – Em meados do século XIX cerca de 25% do orçamento dos Estados nacionais era destinado a gastos militares e 5% a programas sociais. Hoje estes programas ultrapassaram 50% das despesas e um resíduo sobra às forças armadas. O Estado “militar” se transformou num Estado de “bem-estar”, e nos habituamos a pensar na seguridade social como uma conquista irreversível e cumulativa da civilização. Desde que Bismarck projetou nos anos 1880 seus programas de seguridade compulsória, até William Beveridge implementar no Reino Unido da década de 40 a proteção universal do “berço ao túmulo” contra os cinco “Males Gigantes” – “doença, ignorância, dependência, miséria e ociosidade” –, o consenso se cristalizou em torno ao Estado do Bem-estar como um mecanismo eficaz na cobertura dos riscos da vida e na promoção da justiça distributiva. . . .